“A segurança deixou de ser uma responsabilidade exclusiva do Estado”

Bandeira indiana tricolor ao pôr do sol e céu deslumbrante.Canva

Divyansh Kala descreve a introdução da primeira Política e Estratégia Nacional Contraterrorismo da Índia (Bharat) como uma transição de medidas de segurança reativas para um modelo de prevenção proativa. Esta nova diretriz fundamenta-se nos sete pilares da doutrina PRAHAAR, que englobam a prevenção, a resposta, a agregação, o respeito aos direitos humanos, a mitigação de condições favoráveis ao terrorismo, o alinhamento de esforços internacionais e a recuperação.

O autor aponta que a estratégia tem como alvo não apenas as células terroristas, mas também a sua infraestrutura de suporte, o que inclui canais de financiamento, redes de recrutamento transfronteiriças e mecanismos de propaganda. A nova política enfatiza o aprimoramento da coordenação de inteligência entre as agências centrais e estatais, o uso de tecnologias avançadas para monitoramento cibernético e a capacitação da polícia local para atuar como o primeiro agente de resposta.

Kala contextualiza a formulação dessa doutrina frente à emergência da Guerra de Quinta Geração, caracterizada pela indefinição das fronteiras tradicionais entre tempos de guerra e de paz. O artigo observa que a política responde às condições geopolíticas específicas da Índia, mencionando a utilização histórica de atores não estatais e de guerra assimétrica por parte do Paquistão como componentes de sua estratégia nacional.

A nova doutrina estabelece uma abordagem proativa para lidar com o terrorismo jihadista, com base em informações de inteligência, e visa impedir a instrumentalização do comércio eletrônico e das redes sociais para a disseminação de propaganda.

Divyansh Kala

O texto também aborda o desafio contemporâneo das células adormecidas e do terrorismo interno, estabelecendo um paralelo com as estratégias de recrutamento outrora utilizadas por organizações como a Al Qaeda. O autor ressalta a necessidade de neutralizar as condições ideológicas que fomentam a radicalização e cita o histórico de atividades extremistas nos Estados Unidos antes dos ataques de 11 de setembro de 2001 para ilustrar a importância de uma abordagem preventiva.

A evolução contínua das táticas de logística e financiamento terrorista é destacada por Kala, que observa a mudança do foco global pós-2001 para a desarticulação de redes financeiras. Ele argumenta que os modelos de contraterrorismo devem se manter adaptáveis às inovações tecnológicas e à globalização, relatando o uso recente de plataformas de comércio eletrônico para a aquisição de materiais destinados a ataques.

Por fim, o autor argumenta que as operações contemporâneas empregam frequentemente ferramentas não cinéticas, como a exploração de mídias sociais para a disseminação de campanhas de desinformação. Ele conclui que, à medida que o ambiente de conflito se expande para o domínio civil, a segurança nacional passa a exigir uma abordagem integrada que envolva ativamente a sociedade civil, deixando de ser uma atribuição exclusiva do aparato estatal.

Fonte: News18.com
Autor: Divyansh Kala
Link: Leia na íntegra em > https://www.news18.com/opinion/opinion-why-iran-needs-to-rediscover-zoroastrianism-9946619.html

Nota editorial¹: Esta é uma curadoria de opinião e não reflete necessariamente a visão do LAST.
Nota editorial²: Produção textual assistida por IA (NotebookLM) sob curadoria técnica.

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SOURCES:News18
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