O conflito envolve forças armadas nigerinas, milícias de autodefesa e facções terroristas ligadas ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda. A violência na área de fronteira resultou no fechamento de instituições públicas e na imposição de um estado de emergência.
A região de Tillabéri, localizada no oeste do Níger e na fronteira com Mali e Burkina Faso, registrou cerca de 1.300 mortes no último ano devido à atividade de grupos armados. O monitor de conflitos ACLED classifica a área como a mais letal do Sahel central, concentrando a maior parte das 1.939 mortes documentadas no país no período. A região é palco de confrontos entre o governo e organizações ligadas à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico.
Das 1.939 mortes registradas no Níger no ano passado pela ACLED, quase 1.300 ocorreram na região de Tillabéri.
Entre os incidentes mais mortais, incluem-se:
- Ataque a uma cerimônia de batismo que matou 22 civis.
- Ataque que matou 71 pessoas durante um sermão muçulmano.
- Ataque a uma mesquita que deixou 44 mortos.
Aproximadamente metade das fatalidades ocorreu durante confrontos diretos entre os grupos jihadistas e as forças nigerinas, enquanto a outra metade resultou de ações direcionadas à população civil. Há registros de incidentes durante cerimônias de batismo e sermões religiosos, bem como o assassinato de dois prefeitos. Como resposta, moradores locais organizaram milícias civis de autodefesa, as quais também sofreram baixas em ataques próximos à fronteira maliana, muitas vezes por falta de equipamento adequado.
Eles matam, saqueiam e extorquem.
Arouna Maiga, coordenador da União de Tillabéri para a Paz e a Segurança
O volume de incidentes em Tillabéri está associado à sua posição geográfica e a rivalidades operacionais entre o Estado Islâmico e o Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM). Conforme as Forças Armadas do Níger, o financiamento dessas operações provém, em grande parte, da exploração ilegal em dezenas de minas de ouro dispersas pelo território. Em áreas sob controle dos grupos armados, a população é submetida à cobrança de tributos e às decisões de tribunais locais baseados na lei islâmica.
As dinâmicas do conflito e as contramedidas de segurança impactaram a infraestrutura e a rotina da região. Escolas, centros de saúde e mercados interromperam suas atividades, e autoridades locais e funcionários públicos deixaram Tillabéri. As autoridades implementaram um estado de emergência, proibiram a circulação de motocicletas e passaram a exigir escolta militar nas vias principais, o que afetou a economia e a mobilidade locais. Analistas de segurança estimam que os índices de violência contra civis na área não devem apresentar redução significativa em 2026.
Sahel
De acordo com os resultados do Índice Global de Terrorismo 2025 do IEP , a região do Sahel, composta por Burkina Faso, Camarões, Chade, Gâmbia, Guiné, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria e Senegal agora responde por 51% das mortes por terrorismo em todo o mundo – um aumento notável em relação ao 1% que representava há dezessete anos.
Fonte: Africanews
Link: Leia na íntegra em > https://www.africanews.com/2026/03/13/nearly-1300-killed-in-nigers-tillaberi-as-jihadist-attacks-surge/
Nota editorial: Produção textual assistida por IA (NotebookLM) sob curadoria técnica.