O Conselho de Segurança das Nações Unidas votou pela retirada da Frente Al Nusra e da Hayat Tahrir Al Sham (HTS) de sua lista de sanções. A medida suspende restrições que incluíam o congelamento de ativos financeiros, a proibição de viagens internacionais e o embargo de armas, dispositivos que estavam fundamentados no Capítulo VII da Carta da ONU.
As sanções contra a Frente Al Nusra haviam sido implementadas originalmente em maio de 2014, período em que a organização era classificada como uma afiliada da Al-Qaeda durante a guerra civil na Síria. Embora o grupo tenha rompido formalmente com a Al-Qaeda em 2016 e se fundido à HTS em 2017, as Nações Unidas mantiveram o regime de sanções sobre a nova entidade sucessora até a presente data.
A exclusão dos grupos ocorre após a retirada do presidente sírio, Ahmad Al Shara, e do ministro do Interior, Anas Khattab, das listas de sanções da ONU em novembro de 2025. Al Shara, que liderou a coalizão responsável pela deposição de Bashar Al Assad em dezembro de 2024, tem atuado para transicionar sua posição de comandante insurgente para chefe de Estado, buscando reconhecimento internacional e legitimidade diplomática.
O governo dos Estados Unidos defendeu a remoção das sanções para permitir que as novas autoridades sírias tenham espaço para governar e atrair fundos para a reconstrução do país. A China manifestou objeções iniciais ao processo, utilizando a deliberação como um mecanismo de influência sobre as políticas de contraterrorismo da Síria, especificamente em relação ao grupo militante ETIM.
Analistas apontam que a medida reforça a legitimidade do afastamento de Al Shara de atividades jihadistas
A remoção dos grupos Frente Al Nusra e Hayat Tahrir Al Sham da lista do Conselho de Segurança da ONU significa o levantamento oficial de sanções que incluíam o congelamento de ativos, a proibição de viagens e o embargo de armas, medidas antes fundamentadas no Capítulo VII da Carta da Organização. De acordo com as fontes, essa decisão reflete uma mudança na forma como a comunidade internacional interage com a atual liderança síria, visando permitir que o governo de Ahmad Al Shara tenha condições de governar e atrair fundos para a reconstrução nacional. Analistas apontam que a medida reforça a legitimidade do afastamento de Al Shara de atividades jihadistas e encerra a “designação de terrorismo” que ainda constava na ONU, facilitando a transição do governo para um papel de parceiro em operações de contraterrorismo junto aos Estados Unidos e outros países.
Fonte: The National
Link: Leia na íntegra em > https://www.thenationalnews.com/news/us/2026/02/27/un-security-council-removes-jabhat-al-nusra-and-hts-from-sanctions-list/