O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) oficializou a execução de dez ataques aéreos contra mais de 30 alvos do Estado Islâmico (ISIS) em território sírio, ocorridos entre 3 e 12 de fevereiro de 2026. A ofensiva concentrou-se na destruição sistemática de centros de comando, depósitos de armamentos e infraestruturas logísticas. Esta manobra integra a Operação Hawkeye Strike, estabelecida como uma doutrina de “pressão militar implacável” para degradar a capacidade de regeneração do grupo terrorista na região.
A escalada bélica é uma resposta punitiva ao ataque de 13 de dezembro em Palmira, que resultou na morte de três ativos americanos (dois sargentos e um intérprete). Desde o início da retaliação, o balanço operacional aponta para mais de 50 militantes mortos ou capturados e a neutralização de aproximadamente 100 alvos de infraestrutura. A estratégia de “retaliação muito séria” prometida pela administração atual manifestou-se na eliminação de lideranças-chave, incluindo Bilal Hasan al-Jasim, operativo vinculado à Al-Qaeda com conexões diretas à emboscada de Palmira.
Simultaneamente às operações cinéticas, os EUA finalizaram a transferência logística de 5.700 suspeitos do ISIS de centros de detenção na Síria para a custódia soberana do Iraque. Iniciada em 21 de janeiro a pedido de Bagdá, a movimentação visa centralizar o processo judicial e reduzir a vulnerabilidade de prisões em zonas de baixa governança na Síria. Embora o status jurídico individual de muitos detidos permaneça indefinido, o CENTCOM classifica a medida como um imperativo de segurança regional para evitar fugas e a reorganização de células militantes.
A persistência do ISIS em arquitetar emboscadas sinaliza que, apesar da perda de controle territorial, o grupo retém ativos operacionais capazes de infligir danos a forças convencionais. A Operação Hawkeye Strike reafirma a presença militar dos EUA como o principal vetor de contenção, utilizando ataques de precisão para desarticular a rede antes que novos planos de agressão sejam maturados. O cenário sírio permanece como o epicentro de uma guerra de atrito, onde a neutralização física de operativos é acompanhada por uma reestruturação da custódia de combatentes estrangeiros.
Fonte: CBS News
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