O governo dos Estados Unidos anunciou o envio de aproximadamente 200 militares para a Nigéria com o objetivo de treinar as forças armadas locais no enfrentamento a grupos extremistas. Segundo o Quartel-General de Defesa da Nigéria, o pessoal norte-americano atuará exclusivamente em funções técnicas e de capacitação, sem participação direta em combates ou papéis operacionais. A iniciativa ocorre após um período de pressão diplomática de Washington, que cobrou do governo nigeriano medidas mais incisivas contra a violência sectária no norte do país.
A missão foca no suporte em comunicações e no compartilhamento de inteligência para auxiliar as operações aéreas e terrestres contra insurgentes. O envio de tropas sucede uma série de ataques aéreos realizados pelos EUA em dezembro de 2025 contra alvos vinculados ao Estado Islâmico na região noroeste da Nigéria. O acordo de cooperação militar estabelece que as forças nigerianas detêm a autoridade completa de comando sobre as ações realizadas em seu território.
Por que a presença de tropas norte-americanas na Nigéria está sendo ampliada e quem são os principais atores da insurgência no país?
A Nigéria enfrenta uma crise de segurança multifacetada que envolve três atores principais: o Boko Haram (grupo original da insurgência), o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP) — uma dissidência mais organizada e letal — e, mais recentemente, o grupo Lakurawa, ligado ao Estado Islâmico no Sahel. A mudança na postura dos EUA, que passou a adotar ações mais diretas e ampliar o treinamento em 2026, reflete uma nova prioridade estratégica de Washington: conter a expansão jihadista que migra do Sahel para os países costeiros da África Ocidental. Além do fator tático, há um componente político: a atual administração americana condicionou parte do apoio militar à proteção de comunidades cristãs, que têm sido alvo frequente de massacres e sequestros no cinturão médio e no norte do país.
Fonte: Crux Now
Link: Leia na íntegra em > https://cruxnow.com/church-in-africa/2026/02/us-will-send-troops-to-nigeria-to-train-the-military-to-fight-extremism