No dia 3 de fevereiro de 2026, integrantes do grupo Estado Islâmico realizaram um ataque na localidade de Woro, no estado de Kwara, Nigéria, resultando na destruição de infraestruturas e na diminuição da população residente de 17.000 para aproximadamente 200 pessoas. A ação ocorreu após a comunidade se recusar a permitir discursos de pregadores ligados à organização em seu território. Posteriormente, no dia 14 de fevereiro, o grupo divulgou imagens exibindo 176 residentes de Woro mantidos como reféns sob custódia do grupo em uma área de floresta.
O ataque reflete um cenário mais amplo de instabilidade no país, que enfrenta múltiplas frentes de atuação de grupos armados não estatais e táticas de violência variadas. O Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), de origem saheliana, registrou seu primeiro ataque na Nigéria em 2025, enquanto o Boko Haram e suas dissidências continuam operando na região nordeste. No noroeste nigeriano, registra-se a transição de atividades de banditismo para ações de caráter jihadista e a formação de novos grupos como o Lakurawa, que atua na obtenção de recursos mediante sequestros para resgate. Um levantamento estatístico indicou que 1.258 pessoas foram mortas em incidentes violentos em diferentes zonas do país entre o início de janeiro e o dia 10 de fevereiro de 2026.
Em resposta à atual configuração de segurança, o governo da Nigéria, por intermédio do presidente Bola Tinubu, intensificou parcerias militares bilaterais e anunciou o envio de tropas adicionais para fortalecer a Operação Hadin Kai. O Comando dos Estados Unidos para a África (AFRICOM) confirmou o deslocamento de uma equipe para apoiar operações contraterroristas, fruto de deliberações focadas no combate regional firmadas no âmbito do Processo de Aqaba. O Ministério de Defesa nigeriano especificou que um contingente de aproximadamente 200 conselheiros militares dos Estados Unidos chegou a Bauchi para fornecer treinamento, suporte técnico e compartilhamento de inteligência, operando sem envolvimento direto em combates e sob a autoridade tática das forças locais nigerianas.
O envio de conselheiros integra um histórico de fornecimento de material militar e de cooperação tática entre as duas nações no continente africano. Nos exercícios e aquisições recentes, os Estados Unidos forneceram 12 aeronaves de ataque leve A-29 Super Tucano e 12 helicópteros AH-1Z à Nigéria, financiando também a modernização das estruturas logísticas da Base Aérea de Kainji. A colaboração bilateral também englobou ações ofensivas diretas, como o lançamento de mísseis de cruzeiro Tomahawk por forças estadunidenses a partir de uma embarcação no Golfo da Guiné contra dois acampamentos terroristas na floresta de Bauni, no estado de Sokoto, em 25 de dezembro de 2025, operação baseada em coordenação estratégica com a Nigéria.
As atuais frentes de treinamento visam mitigar vulnerabilidades específicas identificadas nas operações do Exército nigeriano, com ênfase na proteção e reabastecimento de bases operacionais avançadas, das quais mais de 20 foram invadidas por grupos militantes no início de 2025. O suporte técnico estadunidense foca no desenvolvimento e na otimização de operações de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) por meio da utilização de drones. Adicionalmente, as instruções logísticas englobam o estabelecimento de contra-medidas para neutralizar o emprego de artefatos explosivos improvisados e de veículos aéreos não tripulados utilizados por organizações insurgentes contra as tropas.
O foco primário do atual suporte analítico é o aprimoramento contínuo do Centro de Fusão de Inteligência Conjunta EUA-Nigéria, estrutura dedicada à geração e análise de dados operacionais em tempo real. Avaliações táticas apontam que a capacitação na área de fusão e processamento de informações é o elemento principal para reduzir o tempo de resposta entre a detecção e a ação militar nas zonas afetadas. A aplicação dessa arquitetura de segurança fundamentada em desenvolvimento tecnológico atua para fornecer às forças da Nigéria uma capacidade operacional superior no enfrentamento das organizações terroristas de forma independente, sem demandar a instalação de bases militares permanentes estrangeiras.
Fonte: Africa Defense Forum
Link: Leia na íntegra em > https://adf-magazine.com/pt-pt/2026/02/nigeria-enfrenta-crescente-ameaca-terrorista/
Nota editorial: Produção textual assistida por IA (NotebookLM) sob curadoria técnica.