Última atualização: 06/05/2026
Organização · Fundação · Fundador · Status · Ideologia
Estado Islâmico 2014 Abu Bakr al-Baghdadi
Ativo Jihadismo Salafista, Wahhabismo & Qutbismo
O nome oficial do grupo é ad-Dawla al-Islāmiyya (Estado Islâmico). Em 2013, ao expandir suas atividades, adotou o nome ad-Dawla al-Islāmiyya fī l-ʿIrāq wa-sh-Shām (Estado Islâmico do Iraque e do Levante ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria).
ISIS, ISIL, IS, Daesh (acrônimo pejorativo em árabe derivado do seu nome), Al-Qaeda no Iraque (AQI).
As origens do grupo remontam a 1999, quando foi fundado pelo jordaniano Abu Musab al-Zarqawi sob o nome Jama’at al-Tawhid wal-Jihad. Em 2004, o grupo jurou lealdade à Al-Qaeda, tornando-se a Al-Qaeda no Iraque. Após ser deserdado pela Al-Qaeda no início de 2014 por disputas estratégicas e por sua extrema brutalidade, o grupo mudou de nome, autoproclamou-se um califado mundial no final de junho de 2014 e apontou Abu Bakr al-Baghdadi como seu líder e califa.
Historicamente sediada no eixo Iraque-Síria, onde chegou a controlar um território habitado por cerca de 12 milhões de pessoas e estabeleceu a cidade síria de Raqqa como sua capital de facto. Após perder a maior parte do seu território até 2019 sob a pressão de uma coalizão militar internacional, o núcleo do grupo atua hoje de forma descentralizada através de células insurgentes no deserto. No entanto, mantém uma forte presença global atuando através de filiais locais ou “províncias” (Wilayat), com forte expansão na África (como o ISWAP na África Ocidental e o IS-CAP na África Central) e na Ásia Central (como o ISIS-Khorasan, operando no Afeganistão e Paquistão).
Abu Hafs al-Hashimi al-Qurashi. Ele foi anunciado como o líder do grupo em 2023, após a morte de seu predecessor, Abu al-Hussein al-Husseini al-Qurashi, em confrontos na Síria.
O grupo possui uma ideologia que mistura Jihadismo Salafista, Fundamentalismo Sunita, Wahhabismo e Qutbismo. A sua visão de mundo é extremamente sectária e baseada no takfirismo, considerando hereges e apóstatas quaisquer muçulmanos (e suas vertentes de pensamento) que não concordem com suas crenças absolutas. Ao contrário de outras organizações afins, o Estado Islâmico tem um foco central na escatologia islâmica, acreditando profundamente em uma visão apocalíptica onde lutarão uma batalha do fim dos tempos contra o exército de “Roma”.
O grupo defende o restabelecimento imediato de um califado pan-islâmico global e expansionista, governado estritamente pela lei islâmica (Sharia). A narrativa é sustentada pela rejeição completa das fronteiras nacionais contemporâneas e instituições democráticas, exigindo de todos os muçulmanos globais a lealdade absoluta ao seu Califa. Além disso, o grupo prega que o Ocidente está em guerra contra o Islã, polarizando a sociedade e utilizando seus atos extremos de violência como “autodefesa” e purificação da comunidade.
O Estado Islâmico declarou guerra a todos que rejeitam a sua ideologia puritana, enxergando o mundo em zonas cinzentas, o que inclui:
O grupo notabilizou-se por uma brutalidade ímpar, misturando governança territorial com terrorismo em massa, que envolvem: