Última atualização: 06/05/2026
Organização · Fundação · Fundador · Status · Ideologia
JNIM 2017 Iyad Ag Ghali
Ativo Jihadismo Salafista
O nome oficial da organização é Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin, que em língua árabe significa “Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos”.
JNIM, GSIM (do francês Groupe de soutien à l’islam et aux musulmans), GNIM, NIM.
O grupo foi fundado formalmente em 2 de março de 2017. A organização resultou da fusão e coalizão de quatro facções extremistas que já atuavam na região do Sahel: o Ansar Dine, a Frente de Libertação do Macina (FLM ou Katiba Macina), o grupo Al-Mourabitoun e a vertente do Saara da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQIM). Após formalizar sua criação, o JNIM imediatamente jurou lealdade à Al-Qaeda central, à AQIM e ao líder do Talibã no Afeganistão.
A sua base primária de atuação concentra-se no Sahel na África Ocidental, mantendo seus grandes redutos de poder no Mali, em Burkina Faso e no Níger. Recentemente, o grupo acelerou uma campanha de expansão em direção ao sul do continente, estabelecendo sua presença e realizando atentados em nações costeiras como o Togo e o Benin.
Iyad Ag Ghali. Ele é o fundador do Ansar Dine e foi nomeado o emir e líder máximo do JNIM desde o nascimento da coalizão. Ao seu lado atua o clérigo radical Amadou Koufa (fundador da Frente de Libertação do Macina), que serve como principal vice-líder e chefe ideológico de grande relevância no Mali.
O JNIM é uma organização fundamentalista fundamentada no Jihadismo Salafista. Intimamente alinhado com o projeto transnacional da Al-Qaeda, o objetivo primário da organização é derrubar os governos seculares e as autoridades formais da África Ocidental para instaurar um estado teocrático regulado rigorosamente pela lei islâmica (Sharia).
O discurso principal foca na erradicação de qualquer força ocidental na região do Sahel, autoproclamando-se uma alternativa de governança contra governos locais considerados corruptos e falhos. Visando atrair recrutas, o JNIM se apropria deliberadamente de ressentimentos locais e divisões étnicas, explorando particularmente o sentimento de marginalização das comunidades tuaregues e fulanis. O grupo usa execuções e abusos praticados pelo Estado contra essas etnias para justificar a sua “jihad” e se promover como o verdadeiro defensor dos muçulmanos locais.
Devido a sua ambição territorial, o JNIM abriu múltiplas frentes de confronto na África, tendo como inimigos:
Para consolidar o seu proto-estado, o grupo mescla insurgência clássica, ataques em larga escala e organizações mafiosas, englobando: